
Pensar é um caminho com dois sentidos opostos. O desacordo entre os pensamentos, quanto ao sentido, gera o desequilíbrio ideológico com o qual todos já estão familiarizados.
Enquanto alguns pensam que a vida se resume a esse coágulo de energia que é a matéria, outros se esquecem de acreditar no que não podem ver, mesmo que o invisível não dependa da crença para existir.
Mas tudo que há não se contém em apenas três meras dimensões. Do ínfimo universo orbital das partículas elementares ao grandioso e orquestrado universo da teia cósmica, com seus trilhões e trilhões de nossos quilômetros por onde a Luz se projeta, não se perde o conceito de apenas um verso, universo.
Um lado, um único som, que não se dissipa, não desafina.
E, em um único olhar, pode-se ver as letras que aqui se interagem, mas não, neste mesmo instante, pode-se ver o seu verso que a elas sustenta, e isso não o faz deixar de existir. E a letra, seja ela qual for, assim, desinteressadamente lida, não deixa de guardar o seu segredo, o seu oculto, que não se pode separar, mas é o não visto.
Muito nos é privado de olhar. E esta barreira só poderá ser quebrada a partir do momento que entendermos que o verbo ver não se contém apenas no brilho nos olhos.
Fernando Oliveira
“O visível esconde o invisível, mas apesar disso conseguimos o invisível apenas através do visível”, Phillipus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim (Paracelso).
Enquanto alguns pensam que a vida se resume a esse coágulo de energia que é a matéria, outros se esquecem de acreditar no que não podem ver, mesmo que o invisível não dependa da crença para existir.
Mas tudo que há não se contém em apenas três meras dimensões. Do ínfimo universo orbital das partículas elementares ao grandioso e orquestrado universo da teia cósmica, com seus trilhões e trilhões de nossos quilômetros por onde a Luz se projeta, não se perde o conceito de apenas um verso, universo.
Um lado, um único som, que não se dissipa, não desafina.
E, em um único olhar, pode-se ver as letras que aqui se interagem, mas não, neste mesmo instante, pode-se ver o seu verso que a elas sustenta, e isso não o faz deixar de existir. E a letra, seja ela qual for, assim, desinteressadamente lida, não deixa de guardar o seu segredo, o seu oculto, que não se pode separar, mas é o não visto.
Muito nos é privado de olhar. E esta barreira só poderá ser quebrada a partir do momento que entendermos que o verbo ver não se contém apenas no brilho nos olhos.
Fernando Oliveira
“O visível esconde o invisível, mas apesar disso conseguimos o invisível apenas através do visível”, Phillipus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim (Paracelso).