sábado, 23 de janeiro de 2010

Uma história

Uma história é só uma história. Não tem o mesmo conteúdo, completo, de uma vivência. Além do mais, manipulável seria nas mãos de quem desconhece as verdades da vida. Isto se procede hoje e desde quando há resquícios de comunicação entre os povos inteligentes. Mesmo a história de vida, seja ela de quem for, não surtiria tanto efeito a outrem quanto surtiu para quem a viveu. Entretanto, algumas pessoas apoiaram suas vidas no amor ao próximo, no bem. Os traços de sua vinda na terra serviriam de exemplo para todo o sempre, caso queira escuta-los. Ainda assim, na experiência individual do ser, apenas a eles pertencem seus mistérios. Portanto, ao ler uma história, seja ela de quem for ou a quem materialmente pertencer, deve-se levar em conta apenas o que te engrandece, e não o que favorece seus erros.

Devemos, sem duvidar, levar em consideração o poder educativo da história. Certos, porém, do poder também que favorecemos a ela de ditar determinados caminhos. Mas a escolha de se enveredar, e de escolher entre os variados meios que se lhe apresentam para atingir o que pensa que quer, continua contida na individualidade de cada ser. Escolha que nos é permitida pela liberdade de ser o que é, escolha que nos será cobrada o preço justo seja onde for. Então, melhor seria colher, ao invés de espinhos, o fruto doce.

Independentemente de onde prover a informação que recebe, seja ela qual for, não se esqueça de respirar fundo o ar que mantém seu corpo vivo e aprenda a ler nas entrelinhas das cores, caras e sons que a natureza tem a te oferecer. Pois, ela, além de te proporcionar a oportunidade de sentir um sabor, é o retrato falado do melhor que o material pode ser, se comparado com a Energia que a criou. Hoje, independentes que achamos ser, vulgarizamos a crença, nos esquecendo de amar uns aos outros. E descrentes do que uma ação pode nos acarretar ditamos fascínios, mirabolantes, a quem quiser escutar. Nunca esqueçamos o poder da palavra.

Fernando Oliveira

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Poesia não é silêncio



Poesia não é silêncio.
É grito.
É sede de por pra fora
Como o som da voz.
Mas sem voz,
Sem sotaque,
Em silêncio.



Fernando Oliveira

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Trinta e três.



Num ai, pensamento, de tão arredio, esguio.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ano Novo!

Há uma energia sutil que percorre o ar, a terra e o mar. Energia que flui por entre as linhas do tempo. Quando alinhados em um mesmo ideal, uma mesma idéia, os seres pensantes da terra movimentam, sem saber que o fazem, até montanhas. É a energia enrustida da fé, a qual manipulamos sem ver e sentir. Mas, se somos todos poderosos perante nós mesmos, por que ainda queremos retirar o que nos resta? Por que não se unir, idealizando a paz e o amor, na linha reta a qual segue toda a natureza? Deus nos criou e, ao descobrirmos o fogo e a matemática, acabamos por esquecer que o Seu nome soou antes de qualquer fagulha ou cálculo que já existiu. No início era o Verbo. E sem o conjugar em nossas vidas, não há sentença. Sem raiz uma árvore não cresce. Sem a semente, a bela flor não floresce. E aquele que esqueceu de olhar a chuva cair, a planta nascer e o ar que respira, de seu caminho se esquece.

Que nesse ano que nasce germine e cresça o amor em nossos corações. Pois a semente, desde que nos criou, Ele já nos plantou. Que assim seja.


Feliz Ano Novo!

Fernando Oliveira