Estranho silêncio ao redor. Meus olhos, cheios de cor, arredondam-se com o próprio assunto a se formar. Era a lua que, com seu gentil ar constante e presente, mais uma vez descobria pedras. Mas não da lua falar eu poderia. Não da inconstante presença do meu mesmo eu que se abria. Horas sinceras, inconstante deveras.
E uma chama consumia, até o ponto de estar só, a lua, a terra, a planta e minha presença sutil.
Fernando Oliveira
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