A humanidade está imersa em profundo sono.
Bom sonho é emerso da matéria.
Criamos pesadelos.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
A formiguinha
A formiguinha sobre a mesa pensou que o mundo era grande demais.
Pobre formiguinha, pensou que a mesa era o mundo.
Pobre formiguinha, pensou que a mesa era o mundo.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Violência como Resposta!
É do conhecimento coletivo a máxima que provém da observação: a violência só gera violência. É, também, do conhecimento de muitos, embora nem todos dão o devido valor e consideração, que não há efeito sem causa, axioma aplicado às ciências da Terra.
Igualmente às observações anteriormente citadas, como certezas provenientes da própria experiência, que o futuro de uma nação é plantado nos pequeninos de hoje, crianças, agentes do amanhã, carregando em suas vidas, como um filme, a esperança e o desconforto do que ainda virá.
Elevando a teoria à aplicabilidade social, se é que não pode ser encarada como tal, ressurge dos escombros a responsabilidade, que a educação carrega, no caminho de séculos que separam os povos.
Mas o século XXI já se alastra, enquanto mais se modernizam as práticas belicosas, e os filhos treinados pela TV, como em um movimento automático inconsciente, absorvem e praticam, mesmo no círculo de sua inocência, toda a cultura do medo, dos excessos, do egoísmo, do orgulho, da vaidade. São, assim como os do ontem, retratos de um pensamento que se interiorizou de tal forma, que cada um passa a ter o seu próprio mundo nas costas. Cedidos por este impulso cultural, os seres humanos se esquecem de que o amor ao próximo é tão importante quanto ao amor a si, e repassam, geração após geração, a semente que alastra suas raízes, cada vez mais, formando floresta escura e densa.
Em conformidade com os fatos, sem a máscara do preconceito e da leviandade, cobrindo os olhos dos homens, vê-se o quanto tem-se estacionado as massas nos primeiros degraus da evolução moral, desenhando na face dos filhos a da violência, que é efeito, não causa.
Fernando Oliveira
[27 de junho de 2010, Belo Horizonte, Redação Chromos Tema “A violência como obstáculo à melhoria do desempenho escolar brasileiro”.]
Igualmente às observações anteriormente citadas, como certezas provenientes da própria experiência, que o futuro de uma nação é plantado nos pequeninos de hoje, crianças, agentes do amanhã, carregando em suas vidas, como um filme, a esperança e o desconforto do que ainda virá.
Elevando a teoria à aplicabilidade social, se é que não pode ser encarada como tal, ressurge dos escombros a responsabilidade, que a educação carrega, no caminho de séculos que separam os povos.
Mas o século XXI já se alastra, enquanto mais se modernizam as práticas belicosas, e os filhos treinados pela TV, como em um movimento automático inconsciente, absorvem e praticam, mesmo no círculo de sua inocência, toda a cultura do medo, dos excessos, do egoísmo, do orgulho, da vaidade. São, assim como os do ontem, retratos de um pensamento que se interiorizou de tal forma, que cada um passa a ter o seu próprio mundo nas costas. Cedidos por este impulso cultural, os seres humanos se esquecem de que o amor ao próximo é tão importante quanto ao amor a si, e repassam, geração após geração, a semente que alastra suas raízes, cada vez mais, formando floresta escura e densa.
Em conformidade com os fatos, sem a máscara do preconceito e da leviandade, cobrindo os olhos dos homens, vê-se o quanto tem-se estacionado as massas nos primeiros degraus da evolução moral, desenhando na face dos filhos a da violência, que é efeito, não causa.
Fernando Oliveira
[27 de junho de 2010, Belo Horizonte, Redação Chromos Tema “A violência como obstáculo à melhoria do desempenho escolar brasileiro”.]
terça-feira, 18 de maio de 2010
Uni-Verso

Pensar é um caminho com dois sentidos opostos. O desacordo entre os pensamentos, quanto ao sentido, gera o desequilíbrio ideológico com o qual todos já estão familiarizados.
Enquanto alguns pensam que a vida se resume a esse coágulo de energia que é a matéria, outros se esquecem de acreditar no que não podem ver, mesmo que o invisível não dependa da crença para existir.
Mas tudo que há não se contém em apenas três meras dimensões. Do ínfimo universo orbital das partículas elementares ao grandioso e orquestrado universo da teia cósmica, com seus trilhões e trilhões de nossos quilômetros por onde a Luz se projeta, não se perde o conceito de apenas um verso, universo.
Um lado, um único som, que não se dissipa, não desafina.
E, em um único olhar, pode-se ver as letras que aqui se interagem, mas não, neste mesmo instante, pode-se ver o seu verso que a elas sustenta, e isso não o faz deixar de existir. E a letra, seja ela qual for, assim, desinteressadamente lida, não deixa de guardar o seu segredo, o seu oculto, que não se pode separar, mas é o não visto.
Muito nos é privado de olhar. E esta barreira só poderá ser quebrada a partir do momento que entendermos que o verbo ver não se contém apenas no brilho nos olhos.
Fernando Oliveira
“O visível esconde o invisível, mas apesar disso conseguimos o invisível apenas através do visível”, Phillipus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim (Paracelso).
Enquanto alguns pensam que a vida se resume a esse coágulo de energia que é a matéria, outros se esquecem de acreditar no que não podem ver, mesmo que o invisível não dependa da crença para existir.
Mas tudo que há não se contém em apenas três meras dimensões. Do ínfimo universo orbital das partículas elementares ao grandioso e orquestrado universo da teia cósmica, com seus trilhões e trilhões de nossos quilômetros por onde a Luz se projeta, não se perde o conceito de apenas um verso, universo.
Um lado, um único som, que não se dissipa, não desafina.
E, em um único olhar, pode-se ver as letras que aqui se interagem, mas não, neste mesmo instante, pode-se ver o seu verso que a elas sustenta, e isso não o faz deixar de existir. E a letra, seja ela qual for, assim, desinteressadamente lida, não deixa de guardar o seu segredo, o seu oculto, que não se pode separar, mas é o não visto.
Muito nos é privado de olhar. E esta barreira só poderá ser quebrada a partir do momento que entendermos que o verbo ver não se contém apenas no brilho nos olhos.
Fernando Oliveira
“O visível esconde o invisível, mas apesar disso conseguimos o invisível apenas através do visível”, Phillipus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim (Paracelso).
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Brilho
Brilho bonito
Em meus olhos.
Em mim, a sua imagem,
Reflete uma luz incomum.
Só pode ser o brilho de um astro,
Estrela cadente, caindo no meu mundo.
Fernando Oliveira
Em meus olhos.
Em mim, a sua imagem,
Reflete uma luz incomum.
Só pode ser o brilho de um astro,
Estrela cadente, caindo no meu mundo.
Fernando Oliveira
Violão
Testando as cordas.
A terceira está abaixo do tom.
Uma leve esticada, está tudo bem.
Caio no sono. Estou pronto pra sonhar.
Fernando Oliveira
A terceira está abaixo do tom.
Uma leve esticada, está tudo bem.
Caio no sono. Estou pronto pra sonhar.
Fernando Oliveira
sábado, 8 de maio de 2010
Pão e circo
Pão e circo, como diziam os antigos dos leões. E eu vejo, por através da história, cenários esdrúxulos se repetirem em silêncio absoluto. Mas em oposição ao debate em silêncio de idéias, escuto gritos de vitória de encanto nobre e patriota, com os quais já trocamos a bandeira do escudo da vida pela do fugaz entretenimento pueril.
Mas com o mesmo discurso sério, antes, lutávamos por causa mais séria. E o ardor, que se esgotou nas rotinas, acabou por perder um pouco do foco valioso pelo qual moveu o mundo.
Mas, como massas, aceitamos tudo que é certo. E é assim mesmo que tem de ser. Logo que o certo é o meu prato de comer, posto na mesa eu me sirvo sorridente. Sem a lágrima de um retorno para os braços largos da sabedoria conjunta.
Fernando Oliveira
Mas com o mesmo discurso sério, antes, lutávamos por causa mais séria. E o ardor, que se esgotou nas rotinas, acabou por perder um pouco do foco valioso pelo qual moveu o mundo.
Mas, como massas, aceitamos tudo que é certo. E é assim mesmo que tem de ser. Logo que o certo é o meu prato de comer, posto na mesa eu me sirvo sorridente. Sem a lágrima de um retorno para os braços largos da sabedoria conjunta.
Fernando Oliveira
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Quero um tom
Quero um tom
De leve apito
Em troca do grito
Que ousou
Quebrar o silêncio
Da música
Fernando Oliveira
De leve apito
Em troca do grito
Que ousou
Quebrar o silêncio
Da música
Fernando Oliveira
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Pluralidade das Existências
Disse Jesus:
— Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não poderá ver o reino de Deus.
Disse-lhe Nicodemos:
— Como pode um homem nascer sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?
E Jesus lhe respondeu:
— Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do espírito é espírito.
— Não te maravilhes de ter dito. Necessário vos é nascer de novo.
— O vento assopra onde quer: E tu ouves a sua voz, mas não sabes donde ele vem, nem para onde vai: assim é todo aquele que é nascido do espírito.
(João 3:3-8)
domingo, 11 de abril de 2010
Olhe a nuvem que vem
Uma nuvem se espalha pelos cantos do mundo. É uma nuvem cinza, diferente das que vi nos meus dias de chuva. Dela não se chove, água escassa. E os seus raios não se podem ver, nem sentir na superfície da pele. O seu choque é interno, é dentro da mente, é dentro da cultura. O trovão, dessa fumaça densa, cinzenta, se ecoa pelos corredores sem fim de concreto. Prisão que abafa o desejo intrínseco e comum de ser livre. Olhe pro céu, olha pra nuvem, que vai chover.
Fernando Oliveira
Fernando Oliveira
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Uma nova semente
Tive um sonho. A vida, como a enxergamos com os nossos olhos do dia a dia, nada se parece com que no sonho eu tive. Nela, ao contrário de se nascer no germinar de uma semente, se nascia de um germinar de luz. Uma luz como fagulha de um fogo providencial.
Ao se passar do lento e longo tempo, na nossa cabeça, em nosso pensamento um ano é como uma noite. E as experiências em que fomos guiados nesse princípio de sabedoria se tornaram, num belo dia, flores de uma inteligência muito sutil. Entre o sim e o não, aos passos e passos, a saber, a diferença. Embora a pureza da essência teleguiasse seus passos na inocência do princípio, depois da escolha veio a conseqüência direta de cada ato. E assim, agora como análogo da semente, germinando nova vida não ao acaso dos fatos.
Então, sucessivamente, como no ciclo que de uma árvore se faz outra árvore, como uma flor que se desabrocha, como intervalo, para gerar uma nova semente. A beleza de uma flor e logo após a beleza de uma segunda chance. Geração após geração, aperfeiçoando cada dia mais os frutos, numa seleção introspectiva, ao passo de que o seu fiel caminho, além do sabor de um fruto doce, é voltar ao princípio, na inocência da pureza, mas agora com a consciência do que é ser feliz.
Fernando Oliveira
Ao se passar do lento e longo tempo, na nossa cabeça, em nosso pensamento um ano é como uma noite. E as experiências em que fomos guiados nesse princípio de sabedoria se tornaram, num belo dia, flores de uma inteligência muito sutil. Entre o sim e o não, aos passos e passos, a saber, a diferença. Embora a pureza da essência teleguiasse seus passos na inocência do princípio, depois da escolha veio a conseqüência direta de cada ato. E assim, agora como análogo da semente, germinando nova vida não ao acaso dos fatos.
Então, sucessivamente, como no ciclo que de uma árvore se faz outra árvore, como uma flor que se desabrocha, como intervalo, para gerar uma nova semente. A beleza de uma flor e logo após a beleza de uma segunda chance. Geração após geração, aperfeiçoando cada dia mais os frutos, numa seleção introspectiva, ao passo de que o seu fiel caminho, além do sabor de um fruto doce, é voltar ao princípio, na inocência da pureza, mas agora com a consciência do que é ser feliz.
Fernando Oliveira
sexta-feira, 12 de março de 2010
Filosofia
Quem me dera, como homem, poder falar que entendo a vida. Pois dentro de tudo que existe, há uma dimensão que não cabe no saber. Como uma pergunta sem resposta ou uma resposta que não pode em palavras caber.
Fernando Oliveira
Fernando Oliveira
quinta-feira, 11 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Crise
O mundo está em crise. Não só econômica, como estamos acostumados a ler nos jornais. É uma crise diferente, a qual deixamos de prestar atenção e que se desenvolveu no silêncio, por baixo dos nossos olhos. Não é de cunho técnico, de complexidades eletrônicas diversas e funções extraordinárias às vistas. É de cunho puramente, e simplesmente, moral.
É uma crise que nasce no pensamento errado daqueles que buscam não tudo para todos, mas tudo para si. Tudo para o ego. O que leva à acumulação desnecessária pelo desejo de ter, inscrito nas entrelinhas de toda contemporânea cultura. É ideológico, no doce da sobremesa, e posto na mesa.
Fernando Oliveira
É uma crise que nasce no pensamento errado daqueles que buscam não tudo para todos, mas tudo para si. Tudo para o ego. O que leva à acumulação desnecessária pelo desejo de ter, inscrito nas entrelinhas de toda contemporânea cultura. É ideológico, no doce da sobremesa, e posto na mesa.
Fernando Oliveira
sábado, 6 de fevereiro de 2010
EXEMPLIFICAR
Do livro Palavras de Vida Eterna (144), Chico Xavier.
“Respondendo, então, disse-lhes
Jesus “Ide e anunciai...”
(Lucas, 7:22)
Jesus “Ide e anunciai...”
(Lucas, 7:22)
“Através de todas as nações, o homem levanta realizações notáveis, nas quais se lhe exalta o egoísmo inteligente.
Em toda a parte, repontam obras santuárias, solicitando moderação e corrigenda, para que o abuso de poucos não agrave as aflições e as necessidades de muitos.
Entretanto, porque o raciocínio rogue confrontações claras para estudos corretos, reconheçamos o realce, conquanto vazio e por vezes ruinoso, de semelhantes cometimentos.
Ninguém nega a amenidade do edifício caprichosamente construído para festas inúteis, embora não se lhe possa louvar o destino.
É indiscutível a preciosidade do iate de luxo, não obstante seja tão-somente dedicado ao excesso.
Inegável a feição deleitosa de um jardim suspenso, mesmo quando não passe de apêndice arquitetônico.
Belo o espetáculo da fonte luminosa por distração na praça pública, apesar de se manter muito longe do proveito de um simples chafariz.
Analisando essas empresas, na lógica do Espiritismo, somos, contudo, impelidos a reconhecer que os amigos afeiçoados ao supérfluo estarão agindo dessa forma por falta de esclarecimento e orientação.
A experiência terrestre na atualidade não desconhece que é preciso ensinar aos homens a arte de alimentar e vestir, conversar e conviver, a fim de que haja saúde, euforia, compreensão e harmonia na Humanidade.
Disse Jesus, em várias ocasiões, aos seguidores: “Ide e pregai...”
Nada justo, assim, reprovar sem consideração os companheiros que ainda se encontram involuntariamente distantes das realidades do espírito. Onde o desperdício apareça por flagelo da ignorância, iniciemos a construção da verdade pelo exemplo da sobriedade, na certeza de que, em toda tarefa de educação, exemplificar é explicar.”
Em toda a parte, repontam obras santuárias, solicitando moderação e corrigenda, para que o abuso de poucos não agrave as aflições e as necessidades de muitos.
Entretanto, porque o raciocínio rogue confrontações claras para estudos corretos, reconheçamos o realce, conquanto vazio e por vezes ruinoso, de semelhantes cometimentos.
Ninguém nega a amenidade do edifício caprichosamente construído para festas inúteis, embora não se lhe possa louvar o destino.
É indiscutível a preciosidade do iate de luxo, não obstante seja tão-somente dedicado ao excesso.
Inegável a feição deleitosa de um jardim suspenso, mesmo quando não passe de apêndice arquitetônico.
Belo o espetáculo da fonte luminosa por distração na praça pública, apesar de se manter muito longe do proveito de um simples chafariz.
Analisando essas empresas, na lógica do Espiritismo, somos, contudo, impelidos a reconhecer que os amigos afeiçoados ao supérfluo estarão agindo dessa forma por falta de esclarecimento e orientação.
A experiência terrestre na atualidade não desconhece que é preciso ensinar aos homens a arte de alimentar e vestir, conversar e conviver, a fim de que haja saúde, euforia, compreensão e harmonia na Humanidade.
Disse Jesus, em várias ocasiões, aos seguidores: “Ide e pregai...”
Nada justo, assim, reprovar sem consideração os companheiros que ainda se encontram involuntariamente distantes das realidades do espírito. Onde o desperdício apareça por flagelo da ignorância, iniciemos a construção da verdade pelo exemplo da sobriedade, na certeza de que, em toda tarefa de educação, exemplificar é explicar.”
sábado, 23 de janeiro de 2010
Uma história
Uma história é só uma história. Não tem o mesmo conteúdo, completo, de uma vivência. Além do mais, manipulável seria nas mãos de quem desconhece as verdades da vida. Isto se procede hoje e desde quando há resquícios de comunicação entre os povos inteligentes. Mesmo a história de vida, seja ela de quem for, não surtiria tanto efeito a outrem quanto surtiu para quem a viveu. Entretanto, algumas pessoas apoiaram suas vidas no amor ao próximo, no bem. Os traços de sua vinda na terra serviriam de exemplo para todo o sempre, caso queira escuta-los. Ainda assim, na experiência individual do ser, apenas a eles pertencem seus mistérios. Portanto, ao ler uma história, seja ela de quem for ou a quem materialmente pertencer, deve-se levar em conta apenas o que te engrandece, e não o que favorece seus erros.
Devemos, sem duvidar, levar em consideração o poder educativo da história. Certos, porém, do poder também que favorecemos a ela de ditar determinados caminhos. Mas a escolha de se enveredar, e de escolher entre os variados meios que se lhe apresentam para atingir o que pensa que quer, continua contida na individualidade de cada ser. Escolha que nos é permitida pela liberdade de ser o que é, escolha que nos será cobrada o preço justo seja onde for. Então, melhor seria colher, ao invés de espinhos, o fruto doce.
Independentemente de onde prover a informação que recebe, seja ela qual for, não se esqueça de respirar fundo o ar que mantém seu corpo vivo e aprenda a ler nas entrelinhas das cores, caras e sons que a natureza tem a te oferecer. Pois, ela, além de te proporcionar a oportunidade de sentir um sabor, é o retrato falado do melhor que o material pode ser, se comparado com a Energia que a criou. Hoje, independentes que achamos ser, vulgarizamos a crença, nos esquecendo de amar uns aos outros. E descrentes do que uma ação pode nos acarretar ditamos fascínios, mirabolantes, a quem quiser escutar. Nunca esqueçamos o poder da palavra.
Fernando Oliveira
Devemos, sem duvidar, levar em consideração o poder educativo da história. Certos, porém, do poder também que favorecemos a ela de ditar determinados caminhos. Mas a escolha de se enveredar, e de escolher entre os variados meios que se lhe apresentam para atingir o que pensa que quer, continua contida na individualidade de cada ser. Escolha que nos é permitida pela liberdade de ser o que é, escolha que nos será cobrada o preço justo seja onde for. Então, melhor seria colher, ao invés de espinhos, o fruto doce.
Independentemente de onde prover a informação que recebe, seja ela qual for, não se esqueça de respirar fundo o ar que mantém seu corpo vivo e aprenda a ler nas entrelinhas das cores, caras e sons que a natureza tem a te oferecer. Pois, ela, além de te proporcionar a oportunidade de sentir um sabor, é o retrato falado do melhor que o material pode ser, se comparado com a Energia que a criou. Hoje, independentes que achamos ser, vulgarizamos a crença, nos esquecendo de amar uns aos outros. E descrentes do que uma ação pode nos acarretar ditamos fascínios, mirabolantes, a quem quiser escutar. Nunca esqueçamos o poder da palavra.
Fernando Oliveira
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Poesia não é silêncio
Poesia não é silêncio.
É grito.
É sede de por pra fora
Como o som da voz.
Mas sem voz,
Sem sotaque,
Em silêncio.
Fernando Oliveira
É grito.
É sede de por pra fora
Como o som da voz.
Mas sem voz,
Sem sotaque,
Em silêncio.
Fernando Oliveira
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Ano Novo!
Há uma energia sutil que percorre o ar, a terra e o mar. Energia que flui por entre as linhas do tempo. Quando alinhados em um mesmo ideal, uma mesma idéia, os seres pensantes da terra movimentam, sem saber que o fazem, até montanhas. É a energia enrustida da fé, a qual manipulamos sem ver e sentir. Mas, se somos todos poderosos perante nós mesmos, por que ainda queremos retirar o que nos resta? Por que não se unir, idealizando a paz e o amor, na linha reta a qual segue toda a natureza? Deus nos criou e, ao descobrirmos o fogo e a matemática, acabamos por esquecer que o Seu nome soou antes de qualquer fagulha ou cálculo que já existiu. No início era o Verbo. E sem o conjugar em nossas vidas, não há sentença. Sem raiz uma árvore não cresce. Sem a semente, a bela flor não floresce. E aquele que esqueceu de olhar a chuva cair, a planta nascer e o ar que respira, de seu caminho se esquece.Que nesse ano que nasce germine e cresça o amor em nossos corações. Pois a semente, desde que nos criou, Ele já nos plantou. Que assim seja.
Feliz Ano Novo!
Fernando Oliveira
domingo, 27 de dezembro de 2009
Inspiração

Fui tocado por uma boa sensação. Uma inspiração que percorreu, sem parar, pelo corredor dos meus pensamentos. Talvez a noite, com seu ar obscuro, inspirou as horas a se apoderarem de mim. Mas pensando alguma forma de me libertar das garras do tempo, volto sempre a encarar o findo, prazeres como que cinzas ao vento, junto à vida. Mas a hora da despedida, esquecida como a noite que caiu, banha a terra com um ar de independência. A falência, nos valores, como dívida de tristezas. Nessa vida de incertezas, vou buscar o bem dentro e fora de mim.
Fernando Oliveira
Fernando Oliveira
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
O Mundo
Vejo o mundo com os olhos dos sentidos. Portas sensoriais por onde trafegam dados, pulso elétrico que dá movimento. Sinto o mundo com o que é etéreo. Etéreo, pois não necessita de peso, tamanho e nem cor. Tento equiparar o que vejo ao que sinto e assim consigo dar cada passo.
Fernando Oliveira
Fernando Oliveira
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Passagem do Tempo
Horas vindo, horas indo...
Já se indagou da passagem do tempo?
Por acaso teve a única presença,
Mesmo que por um segundo,
Da incansável passagem do tempo?
É mesmo o tempo que faz de nós:
Presente, passado e futuro.
Tempo que nos resta?
O resto passa sem pressa
Sem saber que hora é essa...
Sem saber que horas são.
Fernando Oliveira
Já se indagou da passagem do tempo?
Por acaso teve a única presença,
Mesmo que por um segundo,
Da incansável passagem do tempo?
É mesmo o tempo que faz de nós:
Presente, passado e futuro.
Tempo que nos resta?
O resto passa sem pressa
Sem saber que hora é essa...
Sem saber que horas são.
Fernando Oliveira
sábado, 17 de outubro de 2009
Há algumas décadas

Há algumas décadas, convivemos com um tipo de informação que desde então nos gera automática procedência, porém. A duplicidade de sua cor, que hoje se tornou milionésima, se tornou um padrão, modelo de se ser, agir e prosperar em vida, maravilha, perfeita concessão.
Nos deparamos com nossa vida, nas mazelas do dia a dia, seguirem aparentes proféticas sucessões. Onde estamos errando? Porque os jovens perecem cada vez mais jovens?
Certas vezes costumo pensar que estamos conduzidos, não obstante cruelmente sedados, ao paraíso dos povos acomodados na classe.
Em qual classe estamos? Ou o problema reside na classe? Seja qual for a resposta, apesar do constante turbilhão de coisas que acontecem estampadas na vista da raça, o que é preciso é união e comunhão.
Fernando Oliveira
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A Experiência da Vida
O que me atrai na vida é a relatividade das coisas. É com dinâmica e intrínseca presença que tudo faz parte, tudo se guia, se transforma, perdura e se esvai. Interessante quando um ponto de vista abre em leque possibilidades tão infinitas quanto um sonho. Real? Fetiche? Penso ser igualmente diferente, relativo e equilibrado.
Buscamos um porto seguro em coisas que se vão, sendo que o único abrigo que está sempre presente, embora mude, situa-se bem de frente ao espelho. Mas, apesar de estar tão próximo, relutamos em não acreditar. Apesar de ser tão óbvio, esquecemos de ser. E, bem de frente ao espelho, queremos olhar com os olhos o que só é possível ver com o coração.
Condenamos a vida pelos nossos próprios atos falhos e pela nossa deficiência individual de simples olhar para a direção errada. Observar profunda natureza que nos cerca é ponto de partida para saber em qual direção seguir, compreendendo que, no rio, não se nada contra a correnteza.
Fernando Oliveira
"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos” - Antoine de Saint-Exupéry.
Buscamos um porto seguro em coisas que se vão, sendo que o único abrigo que está sempre presente, embora mude, situa-se bem de frente ao espelho. Mas, apesar de estar tão próximo, relutamos em não acreditar. Apesar de ser tão óbvio, esquecemos de ser. E, bem de frente ao espelho, queremos olhar com os olhos o que só é possível ver com o coração.
Condenamos a vida pelos nossos próprios atos falhos e pela nossa deficiência individual de simples olhar para a direção errada. Observar profunda natureza que nos cerca é ponto de partida para saber em qual direção seguir, compreendendo que, no rio, não se nada contra a correnteza.Fernando Oliveira
"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos” - Antoine de Saint-Exupéry.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Relatividade do Tempo
Há, por entre o vem e vai das horas, um segundo somente pra durar eternamente. Será possível um só segundo durar tanto? O tempo é relativo. Depende apenas do momento em que se encontra aquele que olha as horas. Pode ir lento, ou parar no tempo. Pode correr, embora mais humano que elemento, sem uma gota derramar de suor. E quem corre transpira, transgride, transforma. Quem não corre pode fácil se encontrar no tempo natural de todas as coisas. Se quiser manipular o tempo, lembra-te que tudo depende do momento. Mas, querendo aproveitar o momento, o relógio torna-se dispensável.
Fernando Oliveira
Fernando Oliveira
terça-feira, 15 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Tic Tac
Há congestionamento no tráfego e é sexta-feira. A tarde de volta pra casa não parece incomodar tanto aqueles rostos cansadas dentro do coletivo. Eu continuo distante no meio daquelas caras tristes de chorar suor pelo dia sofrido. Eu vou mais além, distante até da própria época em que vivo, para voar mais alto, filosofar um instante sequer na minha insolente preguiça de pisar com os pés no chão. Aqui a noite passa tão rápido como o avião. Bem que se perde até os hábitos da tv. O tempo corre valendo cada centavo ao qual lhe fez valor. O tempo não é mais sentido, e sim contado.
Fernando Oliveira
Fernando Oliveira
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A dança de Shiva
É freqüente no nosso cotidiano, devido às obrigações diárias, que não sobre tempo para observarmos o que de tão intrigante e interessante nos deixaram os antepassados. Às vezes, talvez ainda por resquícios do preconceito, relutamos ainda em manter determinados tabus que, podendo limitar nossa experiência de vida, faz-nos usar tapa olhos ao invés da inteligência e sensibilidade.
Percorrendo por alguns estudos sobre as religiões orientais, uma determinada definição me chamou a atenção em especial. A religião principal da Índia, o Hinduismo, de existência datada de 4000 a 6000 mil anos a.C., que apesar de aceitar a quantidade enorme de divindades no âmbito da sua religiosidade, acredita em apenas Um. Assim, segundo a sua crença, para atingir o moksha (“liberação” ou “liberdade”), é necessário que se tome consciência que o seu atman, o espírito ou alma, é idêntico ao Brahma, a alma suprema, Deus.
Nesta tradição, o deus Shiva é o destruidor, que destrói para construir algo novo, tornando-o assim transformador. Dentre suas várias representações, Nataraja é dos dançarinos (nata) o rei (raja). Segue abaixo sua explicação alegórica observada pelo escritor e físico teórico Fritjof Capra no livro “The Tao of physics”.
“Os artistas indianos dos séculos X e XII representaram a dança cósmica de Shiva em magníficas esculturas de bronze de figuras dançantes com quatro braços, cujos gestos soberbamente equilibrados e, não obstante, dinâmicos expressam o ritmo e a unidade da Vida. Os diversos significados da dança são transmitidos pelos detalhes dessas figuras através de uma complexa alegoria pictórica. A mão direita superior do deus segura um tambor que simboliza o som primordial da criação; a mão esquerda superior sustenta uma língua de chama, o elemento de destruição. O equilíbrio das duas mãos representa o equilíbrio dinâmico entre a criação e a destruição no mundo, acentuado ainda mais pela face calma e indiferente do Dançarino no centro das duas mãos, no qual a polaridade entre criação e destruição é dissolvida e transcendida. A segunda mão direita ergue-se num gesto que significa “não tenha medo”, expressando manutenção, proteção e paz; por sua vez, a mão esquerda remanescente aponta para baixo, para o pé erguido e que simboliza a libertação da fascinação de maya. O deus é representado dançando sobre o corpo de um demônio, símbolo da ignorância do homem e que deve ser conquistado antes que seja alcançada a libertação.
A dança de Shiva – nas palavras de Ananda Coomaraswamy – é “a imagem mais clara da atividade de Deus de que se pode vangloriar qualquer arte ou religião”. (...) A dança de Shiva é o universo que dança, o fluxo incessante de energia que permeia uma variedade infinita de padrões que se fundem uns nos outros.”
Percorrendo por alguns estudos sobre as religiões orientais, uma determinada definição me chamou a atenção em especial. A religião principal da Índia, o Hinduismo, de existência datada de 4000 a 6000 mil anos a.C., que apesar de aceitar a quantidade enorme de divindades no âmbito da sua religiosidade, acredita em apenas Um. Assim, segundo a sua crença, para atingir o moksha (“liberação” ou “liberdade”), é necessário que se tome consciência que o seu atman, o espírito ou alma, é idêntico ao Brahma, a alma suprema, Deus.
Nesta tradição, o deus Shiva é o destruidor, que destrói para construir algo novo, tornando-o assim transformador. Dentre suas várias representações, Nataraja é dos dançarinos (nata) o rei (raja). Segue abaixo sua explicação alegórica observada pelo escritor e físico teórico Fritjof Capra no livro “The Tao of physics”.
“Os artistas indianos dos séculos X e XII representaram a dança cósmica de Shiva em magníficas esculturas de bronze de figuras dançantes com quatro braços, cujos gestos soberbamente equilibrados e, não obstante, dinâmicos expressam o ritmo e a unidade da Vida. Os diversos significados da dança são transmitidos pelos detalhes dessas figuras através de uma complexa alegoria pictórica. A mão direita superior do deus segura um tambor que simboliza o som primordial da criação; a mão esquerda superior sustenta uma língua de chama, o elemento de destruição. O equilíbrio das duas mãos representa o equilíbrio dinâmico entre a criação e a destruição no mundo, acentuado ainda mais pela face calma e indiferente do Dançarino no centro das duas mãos, no qual a polaridade entre criação e destruição é dissolvida e transcendida. A segunda mão direita ergue-se num gesto que significa “não tenha medo”, expressando manutenção, proteção e paz; por sua vez, a mão esquerda remanescente aponta para baixo, para o pé erguido e que simboliza a libertação da fascinação de maya. O deus é representado dançando sobre o corpo de um demônio, símbolo da ignorância do homem e que deve ser conquistado antes que seja alcançada a libertação. A dança de Shiva – nas palavras de Ananda Coomaraswamy – é “a imagem mais clara da atividade de Deus de que se pode vangloriar qualquer arte ou religião”. (...) A dança de Shiva é o universo que dança, o fluxo incessante de energia que permeia uma variedade infinita de padrões que se fundem uns nos outros.”
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Estranho silêncio ao redor. Meus olhos, cheios de cor, arredondam-se com o próprio assunto a se formar. Era a lua que, com seu gentil ar constante e presente, mais uma vez descobria pedras. Mas não da lua falar eu poderia. Não da inconstante presença do meu mesmo eu que se abria. Horas sinceras, inconstante deveras.
E uma chama consumia, até o ponto de estar só, a lua, a terra, a planta e minha presença sutil.
Fernando Oliveira
E uma chama consumia, até o ponto de estar só, a lua, a terra, a planta e minha presença sutil.
Fernando Oliveira
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